A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 18/02/2022

Segundo a lei da inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que conerce ao problema da banalização das cirurgias plásticas , que segue nenhuma intervenção que o resolva. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a má influência mídiatica, bem como a pressão estética visível na sociedade contemporânea.

A princípio a mídia caracteriza-se como um complexo dificultador. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, ao invés de promover debates sobre cirurgias plásticas e seus riscos a fim de elevevalerem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema, uma vez que exaltam e ditam um padrão de corpos “perfeitos”.

Outrossim, a pressão estética ainda é um grande impasse para resolução da problemática. Segundo o site www.eql.com.br, em 2019 o Brasil se tornou o país que mais faz cirurgias plásticas no mundo. Sob essa ótica, é notório que infelizmente a sociedade brasileira banaliza as mesmas, tendo isso como um fato, pode-se afirmar que uma vez que os brasileiros recorrem as essas cirurgias sem pensar nos possíveis transtornos e problemas que elas podem causar, os motivadores são produto de uma pressão inserida entre os cidadãos, somada a uma falsa idéia do corpo ideal para si.

É evidente, portanto, que tais entráves precisam ser solucionados. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a banalização das cirurgias plásticas. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram algum problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para

identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto.