A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 22/02/2022
Padrões. Influência. Julgamento. Esses são alguns termos que podem ser relacionados à banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea. Infelizmente, essa é uma realidade no mundo devido à super normalização desses procedimentos por influenciadores e às intensas pressões estéticas sofridas pelas pessoas no mundo atual.
Em primeiro plano, é indubitável que as cirurgias plásticas tornaram-se mais um tipo de produto a ser divulgado pelos influenciadores de forma exacerbada. Tendo isso em vista, é válido citar a situação da influenciadora Virgínia Fonseca, a qual se submeteu a um implante de silicone e duas lipoaspirações em um curto espaço de tempo. E isso era mostrado por ela nas suas redes sociais de uma forma totalmente normalizada e como se não houvesse nenhum perigo nesses procedimentos. Partindo deste pressuposto, pode-se perceber que a forma com a qual essas operações têm sido propagadas é muito irresponsável, já que esses famosos influenciam as pessoas que os acompanham e deveriam, no mínimo, mostrar a realidade de um pós-operatório além de divulgar os riscos de cirurgias como essas e não romantizar o processo como se tem feito.
Em segunda análise, é indiscutível que todos sofrem com as pressões dos padrões estéticos, principalmente as mulheres. De acordo com o cirurgião plástico Ariosto Santos, o censo bianual da SBCP estima a realização de mais de 1,7 milhões de operações no Brasil em 2018, sendo 60% para fins estéticos. Levando isso em consideração, é notório que o número de adeptos à cirurgias plásticas tem crescido muito, não só no Brasil, em grande parte por culpa dos julgamentos que as pessoas que não têm um corpo dentro do modelo padrão sofrem todos os dias. O que deve ser urgentemente mudado, dado que cada um deve se amar do jeito que é e não deve haver uma pressão para fazer modificações e sofrer tais riscos, contanto que o corpo esteja saudável.
Por isso, é necessário que os governos de todos os países criem leis que proibam a divulgação imprudente das cirurgias plásticas, as quais devem ser propagadas também através da televisão, rádio e outdoors durante todos os horários. Tudo isso com o intuito de diminuir o número de operações estéticas desnecessárias.