A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 25/02/2022
No livro “sociedade do espetáculo”, Guy Debord aponta ao leitor como as pessoas que englobam a sociedade não agem para si e os seus desejos, mas sim, para o que os outros irão pensar, neste caso, o “espetáculo”. De maneira análoga a isso, pode-se observar a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, produto da má influência midiática somada a pressão estética.
A princípio, a mídia caracteriza-se como um complexo dificultador. Conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia, não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia ao invés de promover debates sobre cirurgias plásticas e seus riscos a fim de elevarem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema, uma vez que exaltam e ditam um padrão de corpos “perfeitos”.
Outrossim, a pressão estética ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo o site www.eql.com, o Brasil é o país que mais faz cirurgias plásticas no mundo. Sob essa ótica, é notório que infelizmente a sociedade brasileira banaliza as mesmas, tendo isso como um fato, pode-se afirmar que uma vez que os brasileiros recorrem as essas cirurgias sem pensar nos possíveis problemas e transtornos que elas poderão causar, os motivadores são uma pressão inserida entre os cidadãos, bem como a uma falsa ideia do corpo ideal pra si.
Assim, especialistas no assunto como médicos e piscológos, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a banalização das cirurgias plásticas. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram algum problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto.