A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 29/03/2022
Em 1889, o filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, adaptou o lema “Ordem e Progresso”, não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como a banalização das cirurgias plásticas. Nesse contexto, tal perspectiva se corrobora devido a uma vasta negligência governamental agregada a uma enorme influência midiática. Logo, é de extrema premência sanar a problemática em questão.
Diante desse cenário, é fulcral ressaltar que o descaso do governo em disseminar a necessidade de aceitação da estatura natural do indivíduo e a desconstrução do ideal de “corpo-padrão” imposto pela indústria midiática, faz com que o tema se mantenha contemporâneo dentro da sociedade. Sob esse viés, o filósofo contratualista Thomas Hobbes, destaca que o Estado foi criado para garantir os direitos humanos, eliminar as desigualdades e promover a coesão social. Todavia, tal panorama não se salienta, visto que o cenário dos procedimentos estéticos no Brasil é configurada sob moldes machistas e patriarcais, o qual o corpo feminino torna-se objetificado.
Ademais, é cabível enaltecer que a música Pretty Hurts da cantora Beyoncé, ratifica a questão dos padrões de beleza e as consequências que a busca incansável por eles ocasiona nas pessoas. Nessa perspectiva, corrobora-se que a influência midiática ao apresentar para a comunidade mulheres magras, altas, sem pelos e com cinturas finas gera na mente populacional uma concepção de que somente tal fator deve ser considerado como belo e aprazível. Assim, é necessário que estes meios se atentem em solucionar tais convicções.
Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de assegurador dos direitos individuais, tome providências para mitigar essa adversidade, numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados e a mídia. Para tanto, é primordial a promoção de leis, as quais garantam a proliferação de informações acerca dos prejuízos causados pelo excesso de cirurgias plásticas nos meios telecomunicativos. Dessa forma, será possível tencionar a diminuição das inseguranças e ansiedades geradas sobre o tópico, a quebra do tabu relativo aos “corpos ideais” e a melhor qualidade de vida dos cidadãos.