A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 20/04/2022

No videoclipe da música “Pretty Hurt” de Beyonce, cantora aclamada e mundialmente conhecida, é retratada uma utopia fictícia que centraliza o padrão de beleza imposto pela sociedade como o principal vilão na vida de milhares de mulheres, que são o público alvo quando se trata de um esteréotipo a ser seguido. Assim como é perceptível na tradução do título da música: a beleza machuca, fato comprovado pelas crescentes mortes no Brasil em função das cirurgias plásticas que são cada vez mais procuradas e requeridas. Dessa forma, o uso de redes sociais em excesso e a influência da mídia são os fatores preponderantes para a alarmação desse problema.

Sob essa perspectiva, de acordo com uma pesquisa realizada pelo G1, os brasileiros passam em média 4 horas utilizando aparelhos celulares e consequentemente acessando as redes sociais. Vale ressaltar que, o uso demasiado desses aplicativos acabam gerando padrões inalcançavéis, uma vez que o usuário irá constantemente se comparar com os famosos ou influencers que tendem a aparecer (de maneira direta ou indireta) na página inicial assim que o aplicativo é atualizado.

Ademais, no livro “Eischmann em Jerusalém”, escrito no século XX pela filosófa alemã Hannah Arendt, é descrita uma sociedade que passou por um processo tão grande de massificação e alienação que passaram a menosprezar e banalizar coisas tidas como males, resultando em uma enorme banalização do mal. Trazendo para o cenário atual, o Brasil não diferencia-se muito, uma vez que as cirurgias plásticas estão sendo cada vez mais normalizadas, mesmo com as mortes.

Portanto, faz-se mister que o impasse seja resolvido. Urge que a camâra de deputados em conjunto com o serviço social de todos os estados, elaborem, implantem e promovam por todo o Brasil, projetos de incentivo e palestras voltadas à aceitação dos indivíduos em relação as suas aparências. Além disso, mostrando e conscientizando do quão nocivo as cirurgias plásticas podem ser e os riscos que trazem à nossa saúde. Somente assim dimínuiremos as taxas de mortalidade e teremos uma sociedade melhor e menos influenciável do que as retratradas por Beyonce e Hannah Arendt.