A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 31/05/2022

De acordo com o filósofo Rousseau, o homem nasce livre, porém, encontra-se a-prisionado ao se distanciar da natureza, pois a sociedade o corrompe. Isso mostra que, a sociedade atual, a qual impõe padrões de beleza, com sua capacidade de mudar o comportamento e as escolhas dos indivíduos, faz com que eles sejam gui-ados a recorrerem ao uso banal de cirurgias plásticas. Desse modo, pode-se afir-mar que a banalização dos procedimentos estéticos da população contemporânea se dá pela falta de informação dos indivíduos e a influência das mídias.

O filósofo Immanuel Kant diz que o Iluminismo é a saída do homem de sua me-noridade, ou seja, da sua inaptidão de servir-se de seu entendimento sem a consul-ta da opinião alheia, e isso deve-se pela covardia de pensar e buscar pelo saber. Di-ante disso, a procura por uma aparência perfeita somada à falta de conhecimento e pesquisas sobre as operações estéticas podem levar os pacientes a trivializarem e realizarem procedimentos com falsos especialistas por propagandas enganosas ou por preços mais baixos. Logo, deve-se alegar que o uso trivial das intervenções plásticas é devido à ausência da procura de informações por parte das pessoas.

Um estudo feito pela ‘‘American Academy of Facial Plastic and Reconstructive Sur-gery’’ diz que cerca de 55% dos especialistas em cirurgia plástica facial confirma-ram que seus pacientes queriam realizar intervenções cirúrgicas para selfies me-lhores. Isso mostra a influência das mídias e dos influenciadores digitais, os quais fazem essas operações mesmo quando são vistos com corpos perfeitos, o que leva as pessoas a buscarem o padrão de beleza. Assim, é válido declarar que a prática fútil das cirurgias plásticas na população atual é causada pela influência das mídias.

Portanto, de acordo com o exposto, de que a banalização das operações estéticas da sociedade de hoje é resultado da falta de conhecimento e as influências das mí-dias, é necessária uma intervenção. Logo, o Estado deveria conscientizar o povo so-bre os procedimentos cirúrgicos por meio de programas e divulgação nas mídias em geral, as quais são grandes propagadoras de informação, sobre os riscos, assim como também incentivar a produção da autoestima das pessoas. Por fim, as pes-soas teriam um pensamento mais crítico e a vulgarização das intervenções estéti-

cas na comunidade dos dias atuais seria combatida.