A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 29/06/2022
De acordo com o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, a saúde é um dever do Estado e deve ser assegurada para todos plenamente. Contrário à Carta Magna, nota-se que tal garantia tem encontrado dificuldades para sua efetivação, visto que há uma banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, o que é um grave problema. Desse modo, tornam-se necessárias medidas que visem a combater a gênese dessa problemática, bem como os sérios efeitos que tais intervenções cirúrgicas podem causar.
Primeiramente, é fundamental destacar a importância da informação para esse problema. Segundo o filósofo e educador Paulo Freire, a educação é algo revolucio-nário e com ela o indivíduo se torna apto para tomar melhores decisões. Nesse sentido, como a grande parte da população não sabe ou negligencia os riscos das operações estéticas, estes tornam-se mais comuns de acontecer e, dependendo da salubridade da clínica, mais graves, o que é muito preocupante. Assim, infere-se que ações para amenizar esse empecilho são imprescindíveis.
Além disso, é relevante evidenciar as consequências que a banalização das cirur- gias estéticas pode causar. Sob essa ótica, consoante o site Dr Drauzio Varella, as operações plás, principalmente quando ocorrem sem os devidos cuidados, têm a possibilidade de gerar graves entraves à saúde, como perfuração de órgãos e piora da autoestima, e isso deve parar. Ademais, de acordo com a mesma fonte, as intervenções médicas estão se tornando cada vez mais comuns, sobretudo entre os mais jovens, o que, consequentemente, faz com que os sérios danos que as cirurgias podem gerar sejam mais recorrentes, o que é um grande problema. Assim, ressalta-se ainda mais a urgência de ações para sanar essa problemática.
Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde, em consonância com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, responsável pelos médicos que fazem as operações, promova medidas, por meio da verba pública e nas mídias sociais, que objetivem fazer com que os cidadãos tenham maior conhecimento dos processos que realizam, para que as pessoas realizem somente cirurgias necessárias e que estas sejam mais seguras. Dessa forma, esse problema será abrandado e o artigo 196 será melhor efetivado.