A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 22/09/2022

O padrão de beleza sempre existiu, mas ele se modificou e imprime um ideal de uma geração, a lipoaspiração, mamoplastia, rinoplastia e até bichectomia caíram no gosto popular feminino nas últimas décadas empurradas pelo novo padrão di-fundido. No entanto, essa banalização das cirurgias plásticas se deve à pressão es-tética que o padrão de beleza é capaz de exercer e ainda, na potencialização da di-vulgação de resultados na internet.

Em primeiro plano, é de suma importância ressaltar que a pressão estética é a vilã quando o assunto é a modificação de traços corpóreos naturais. Dessa forma, alia-da aos padrões de beleza difundidos nas redes, causa sérios danos e transtor-nos de auto imagem, levando pessoas saudáveis à entrarem em um centro cirúrgico, como no caso da influenciadora Sthe Mattos, que após uma rinoplastia mal suce-dida, teve de fazer mais 2 cirurgias corretivas. Entre tantos casos é crescente a tendência de jovens a modificarem seus corpos, e isso se deve ao uso de internet.

Por conseguinte, há uma constante veiculação na internet desses procedimentos estéticos, grandes clínicas patrocinam em permuta influenciadores de peso para difundirem os milagres cirúrgicos, por isso uma maior tendência do maior público presente na internet, os jovens. Entretanto, o corpo da moda tem seu preço, e po-de custar a vida. Diante disso, influenciadas, mulheres vão atrás de um procedi-mento invasivo e com riscos sem dar a devida importância, como no caso da influ-enciadora Liliane Amorim, de 24 anos, que morreu em decorrência de uma Lipo-LAD que perfurou o estômago. Fatalidade que podia ter sido evitada.

Portanto, estar no padrão tem um custo que pode significar sacrificar sua vida, e por isso, medidas interventivas devem ser tomadas. Para isso, o governo federal, em parceria com o Ministério da Saúde - órgão responsável por políticas de saúde pública- deve promover campanhas virtuais sobre os perigos da banalização de ci-rurgias, e ainda, criar debates que discutam em âmbito virtual a importância da responsabilidade de divulgar e veicular tais procedimentos, para que assim, haja uma responsabilização de quem compartilha sem devidamente instruir, e dessa forma, a pressão estética não fará mais vítimas mal instruídas sobre os riscos