A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 27/09/2022
Na obra “Sociedade do espetáculo”, do autor Guy Debord é argumentado a sua teoria de que as pessoas vivem suas vidas como uma performance, tentando sempre dar o melhor show umas para as outras e aparentar perfeição. Infelizmente, a narrativa não destoa da realidade a qual cada vez mais as pessoas se submetem a procedimentos estéticos para alcançar o modelo corporal perfeito, neste sentido, faz-se necessário uma análise mais profunda do tema.
Deve-se, destacar, primeiramente que a projeção corporal ideal é instável e evolutiva, pois a dinâmica contemporânea capitalista tendência gradativamente novos padrões. Diante disso, é notória a presença de ditadores de parâmetros, como a família Kardashian, que por anos personificaram seus corpos como um exemplo ideal. Dessa forma, cria-se através das redes sociais uma utopia de corpos, mas é de grande importância salientar as diferenças do mostrado na mídia para o real, mesmo assim é causador de grande influência na contemporaniedade.
Ademias, é necessário uma análise na velocidade de especialização que os novos procedimentos acontecem. É de destaque, que os influencers digitais ditam novas características e em curto período de tempo os profissionais plásticos, esteticistas, entre outros realizam-os. Muitos não possuem credênciais válidas para o específico procedimento, mas mesmo assim o faz e acaba submetendo as pessoas a grandes riscos de vida. Vale salientar, que o interesse da realização de cirgia deve surgir exclusivamente do próprio ser e não por influência de atingir tal referência ideal.
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde, deve por meio de um projeto de lei entregue a Câmara de Deputados aumentar a fiscalização e aprimorar a burocracia de introdução de novos procedimentos estéticos em clínicas, através de mais especializaões dos profissionais. Além disso, aumentar o número de paletras sobre autoestima e formas corretas de realizar cirugias plásticas, através das mídias sociais e propagandas. Espera-se que com essas medidas a banalização de cirurgias plásticas se erradicada na contemporaneidade.