A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 24/10/2022
O autor Guy Debord discursa em seu livro Sociedade do Espetáculo sobre como as pessoas performam no dia a dia como se estivessem em um espetáculo a fim de serem aceitos pelos outros. Infelizmente, no Brasil essa teoria se torna prática quando se trata de beleza corporal, por conta da padronização corporal e pressão estética exercida pelas mídias sociais, as pessoas se submetem cada vez mais a procedimentos estéticos de forma a banalizar póssiveis consequências e constroem sua auto estima em cima de mudanças físicas na tentativa de se asemelhar ao padrão para ser aceita pelos outros.
Em primeiro plano, deve-se analisar que a padronização corporal é um importante fator para o aumento de cirurgias plásticas. Ao longo da história da sociedade em cada época se tinha um padrão do corpo belo, que fazia com que principalmente as mulheres recorrecem a tratamentos absurdos para antingí-lo, logo sempre foi benéfico às indústrias de beleza que se tivesse esse padrão para que as mesmas lucrassem em cima da insegurança da mulher. A fim de criticar os padrões estéticos que excluem a maioria das mulheres, no clipe Girl from Rio a cantora Anita canta as garotas de onde eu venho não se parecem com modelos, trazendo visibilidade para o assunto.
Em conjunto a padronização corporal, outro fator contribuínte para a banalização de cirurgias, é a pressão estética, que afeta todas as mulheres. Diante da busca constante para ser impecável, o corpo nunca está aceitável, sempre tendo algo para mudar, fazendo com que a mulher viva em um ciclo eterno de se sentir mal e recorrer a algum procedimento. No documentário I fell Pretty a protagonista mostra como a pressão para ter o corpo perfeito afeta a mente dela e sua relação consigo mesma, revelando o impacto que as mídias tem de mudar o outro.
Constata-se, portanto que é necessário combater a banalização das cirurgias plásticas. Destarte, urge que o Ministério da Saúde junto as Mídias sociais crie um projeto para valorizar a diversidade do belo, de forma dar visibilidade a pessoas com corpos fora do padrão e também divulgar os riscos das cirurgias, a fim de conscientizar a população acerca do problema gerado pela pressão estética e assim, caminhar para um país melhor.