A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 11/11/2022

Na música da cantora estadunidense Melanie Martinez entitulada “Mrs. Potato Head” o eu lírico faz uma crítica implícita ao exagero de cirurgias plásticas na sociedade contemporânea, afirmando que ninguém o amará caso não seja atraente fisicamente. Nesse sentido, o Brasil enfrenta, nos dias atuais, o mesmo exposto na obra musical, visto que a cultura dos procendimentos estéticos exagerados se faz presente na sociedade. Sendo assim, é possível destacar dois aspectos: a pressão midiática e a morte como consequência.

A princípio, convém ressaltar o especto supracitado quanto à pressão midiática. Sob essa perspectiva, a filósofa Hannah Arendt, segundo sua teoria “banalidade do mal” assegura que uma multidão, desprovida de julgamento crítico, volta-se a seguir as tendências sem julgá-las. Consoante esse pensamento, uma parcela significativa da sociedade brasileira é influenciada, principalmente por veículos midiáticos a buscarem determinado padrão de beleza para se encaixar na sociedade, excluindo a maioria por não se adequar ao imposto. Dessa forma, é notório que as cirurgias plásticas são usadas para controlar a população por meio da aparência e também banalizando este procendimento invasivo.

Por outro lado, é necessário, indubitavelmente, destacar o fato de que as cirurgias plásticas podem gerar a morte do indivíduo. Nesse viés, a influenciadora brasileira Camila Uckers passou por procedimentos como lipoaspiração e silicone, o que quase ocasionou sua morte. Entretanto, apesar de ser considerado invasivo, as cirurgias ainda são bastante requisitadas em território brasileiro, porque a nação quer atingir o padrão de beleza que, além de agressivo, ocasiona risco de vida. Desse modo, a compulsão por se enquadrar em eixos propostos por outros, é perceptível que esse ciclo não tem fim, caracterizando uma obsessão por aquilo que é impossível.

Portanto, ações orquestradas são necessárias para mitigar a prática de cirurgias plásticas no Brasil. Para isso, os veículos midiáticos, como a Globo, devem mostrar representação em suas produções, por intermédio de pessoas fora do padrão em novelas e também conscientizar a população acerca de procedimentos invasivos, com a intenção de formar uma sociedade saudável.