A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 23/08/2023
A boneca “Bárbie”, introduzida na sociedade brasileira no século xx, apresentou o que seria o sinônimo de beleza para crianças e jovens, influenciando estes a tentar atingi-la para se adequar aos gostos sociais. Na contemporaneidade, a busca pela imagem “perfeita” foi além dos brinquedos, adentrando, fortemente, o campo cirúrgico de forma banal e preocupante. Desse modo, destacam-se os padrões estéticos e o silenciamento social como fatores que sustentam a mazela.
Nesse âmbito, convém enfatizar que a padronização de imagem - por intermédio de cirurgias plásticas - atinge, principalmente, a parcela feminina da sociedade. Nesse viés, a filósofa Simone de Beauvoir, em sua obra “O segundo sexo”, expõe críticas à objetificação da mulher, esta, reforçada por uma crescente imagem estereotipada que diminui suas individualidades. Tal perspectiva, de maneira análoga, é naturalizada com as cirurgias plásticas, inserindo o corpo magro e o nariz fino como algo que deve ser atingido para ser belo. Logo, abstendo da beleza natural, assim como nas bonecas.
Outrossim, vale ressaltar que o baixo posicionamento midiático quanto à tal questão, sustenta a problemática. Sobre isso, o sociólogo Karl Marx, em sua teoria “Silenciamento dos discursos”, discorre que algumas questões são omissas da sociedade para não expor suas mazelas, o que, em questões como a mudança pela estética, é uma infeliz realidade. Isso, é dado, sobretudo, pela seletividade de conteúdos que favorecem os centros midiáticos, omitindo tópicos de teor público, como as consequências do uso abusivo dessa prática, seus riscos e a representatividade ao próprio indivíduo. Logo, essa alienação deve ser combatida.
Portanto, medidas interventivas devem ser tomadas, cabe ao Ministério da Educação - agente responsável pela propagação de conhecimento no país - estabelecer campanhas de conscientização sobre a mercantilização de imagem, por meio de palestras com figuras públicas, onde sejam exaltadas as individualidades corporais, minimizando à adesão a padrões ditados pela sociedade. Ademais, a Mídia de Massa, deve ampliar a informação, por intermédio de canais de TV e redes sociais, divulgando motivos plausíveis para se realizar procedimentos estéticos, bem como seus contras. Assim, a imagem será natural.