A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 09/10/2023

Na Grécia antiga, era comum a construção de esculturas que buscavam demonstrar uma estrutura estética corporal perfeita. Nesse sentido, a permanência dessa busca pela perfeição, até os dias atuais, infelizmente, leva a uma banalização das cirurgias plásticas. Dessa forma, muitos são influenciados por um padrão de beleza e pela propagação da temática nas mídias.

A princípio, é fato que a padronização de estética dos indivíduos implica na persistência da problemática. Assim sendo, a série coreana “Minha identidade é a beleza de Gangnam” retrata a vida de uma jovem que modifica completamente sua face, devido ao bullying que sofria na infância e adolescência. Desse modo, paralelamente a ficção, algumas pessoas, por sofrerem tal rejeição da sociedade, optam por modificarem a si próprios, já que essa situação passa a afetar sua autoestima. Logo, ao passar pelo processo cirúrgico essas pessoas submetem-se a riscos como paralização facial, infecções e até mesmo a morte pois acreditam que só assim a huminidade irá aceitá-las.

Ademais, a influência das mídias faz com que as cirurgias plásticas sejam mais comuns e recorrentes. Nessa lógica, Gustave Le Bon, polímata francês, aborda o comportamento de manada, que consiste no fato de que a sociedade tende a comportar-se em grupos. Com base nisso, os indivíduos são influenciados pela ação de modelos e atrizes famosas que difundem nas redes sociais tais processos estéticos, o que desperta a vontade de imitá-las. Dessa maneira, ocorre uma reação em cadeia, na qual muitos realizam a cirurgia, mesmo sem real necessidade, aceitando arriscar-se .

Portanto, o governo – órgão máximo do Estado – deve promover a propagação de informações relacionada a auto valorização, assim as pessoas serão menos influenciadas umas pelas outras. Tal feito deve ocorrer através dos diversos canais de comunicação como outdoors em praças públicas e palestras nas escolas, com o auxílio de psicólogos por exemplo. A fim de que o problema seja revertido. Assim, o pensamento que persiste desde a Grécia antiga, poderá ser finalmente mudado e os cidadãos terão mais consciência ao realizar tal processo cirúrgico.