A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 31/03/2024
A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6°, que todo cidadão possui direito à saúde física e mental. No entanto, apesar da declaração documentada não se estabelecem limites entre a manutenção da saúde e a banalização das cirurgias plásticas. Isso acontece, devido não só a influência midiática, mas também a questões socioculturais.
Em primeiro plano, é criterioso resplandecer que por influência midiática não se estabelecem limites entre manutenção da saúde e a preocupação estética. Nesse sentido, segundo o sociólogo Noam Chomsky, a mídia reproduzindo informações e propagandas conduz os pensamentos e ações dos indivíduos. Sob esse viés, é possível notar que a midia, ao invés de promover a manutenção da saúde, fomenta o culto ao padrão de beleza, promovendo exarcebada preocupação estética, o que acaba ocasionando em cirurgias plásticas. Dessa forma, a manipulação consolida a situação.
Além disso, é imperativo salientar que por questões socioculturais o empecilho se perpétua. Nessa lógica, segundo o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de se pensar. Por esse ângulo, é perceptível notar que a questão da preocupação estética é influenciada pelo pensamento social do culto à beleza, visto que, se as pessoas crescem inseridas em um determinado contexto social, a tendência é que o pensamento continue. Diante disso, sem a mudança na mentalidade coletiva o empeço se efetiva.
Portanto, é importante amenizar tal óbice. Sendo assim, as grandes mídias devem reverter a situação por meio de propagandas para promover a manutenção da saúde e fornecer maior diversidade estética. Ademais, também deve em conjunto com o Ministério da Educação, conduzir por intermédio de palestras em escolas, informando a importância de priorizar a saúde e relatar como a banalização das cirurgias plásticas afeta a percepção sobre si psicologicamente, com isso, a fim de conscientizar a população sobre a nocividade de metodos estéticos. Exercendo tais medidas, a mídia não irá direcionar os pensamentos e ações dos indivíduos e o fato social não será uma maneira coletiva de se pensar.