A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 10/09/2024
A atriz Kim Novak, mundialmente conhecida por sua atuação no clássico filme “Vertigo” de 1958, revelou que parou de atuar por críticas a sua aparência após diversas cirurgias plásticas. Nesse sentido, ela afirmou que se arrepende de ter feito tantos procedimentos estéticos em busca de um padrão muitas vezes inalcançável. Portanto, é possível encontrar uma banalização dessas cirurgias, assim, uma busca insaciável por um padrão e a falta de uma educação voltada ao tema são fatos que devem ser combatidos para evitar que o problema cresça.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que os padrões de beleza variam em determinados contextos como sociedade, local e tempo histórico. Partindo desse ponto de vista, um dos artefatos mais antigos produzido pelo homem é a “Vénus de Willendorf”, escultura que representa o corpo de uma mulher ideal datado de aproximadamente 22 mil anos a.C., ela tinha cotornos redondos e mostrava uma pessoa considerada gorda nos padrões modernos. Destarte, é inegável que essa busca por corpos e traços “perfeitos” não fazem sentido, afinal, beleza é algo competamente subjetivo, porém não é assim que todos pensam e a banalização das cirurgias plásticas é consequência direta.
Além disso, é importante destacar que a educação é o caminho para combater diversas problemáticas sociais. Dessa maneira, por meio dela é possível construir uma sociedade próspera. Dessa forma, o filósofo John Locke afirmava que, no nascimento, a mente humana é como uma folha em branco e uma boa educação estimula o pensamento racional e o seus talentos individuais. Com isso, é preciso um ensino voltado ao tema, afirmando desde cedo para os jovens sobre a subjetividade da beleza, caso contrário a banalização de procedimentos estéticos só irá crescer. Fato que não pode ser tolerado.
Logo, a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea deve ser combatida. Para isso, urge que o Governo Federal, no papel do Ministério da Educação, por meio de verbas públicas, implante nas escolas e universidades matérias que debatam os padrões de beleza e deixem clara a subjetividade deles, com a finalidade que a banalização de procedimentos estéticos deixe de ser um problema. Sendo assim, histórias como a Kim Novak não voltariam a acontecer.