A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea

Enviada em 28/10/2024

Após a adoção da Constituição Federal, promulgada em 1988, tornou-se direito do indivíduo o acesso a saúde. No Brasil, entretanto, a banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea tem afetado no cumprimento dessas prerrogativas. A influência das redes sociais na busca por padrões estéticos, classificados como perfeitos, e a inadequação dos ambientes onde ocorrem essas intervenções, são questões que contribuem para essa problemática. Cabendo, desse modo, a avaliação de tal situação e a busca por medidas de intromissão.

A disseminação de estereótipos, mediados pelos meios digitais, têm afetado grandemente a saúde do público feminino. A busca por corpos irreias, influenciados pela exposição de fotos editadas que distorcem a realidade, nas redes sociais, submetem cada vez mais mulheres a procedimentos estéticos na busca por esse corpo idealizado. Exemplificando tais questões, estão expostos do site gazeta do povo, em 2021, indicando um aumento no número das intervenções cirúrgicas como produto do uso excessivo de filtros do instagram, e da consequente busca por aquela aparência, contornando, dessa forma, a influência do conceito de indústria cultural, postulado pelos filósofos da escola de Frankfurt, evidenciando a homogeneização dos indivíduos pelos meios de dominação.

Além disso, a defasagem relacionada aos ambientes direcionados a realização desses procedimentos estéticos vêm intensificando essa problemática. O baixo investimento em espaços estruturados e instrumentos cirúrgicos, como locais com unidade de terapia intensiva (UTI) e equipamentos de proteção individual (EPIs) cirúrgicos, são situações que tem elevado o risco de óbito desses pacientes. A exemplo de tais fatos, estão pesquisas expostas pelo site Estado de Minas, ano passado, indicando em 61,8% o número de mortes somente por lipoaspiração.

Dessarte, faz-se necessária a adoção de medidas. Cabendo a grupos ligados a esse público, mediados por palestras, apresentar o risco desses procedimentos e a desmistificação de estereótipos criados pelos meios digitais. Ademais, o maior direcionamento de verbas para contratação de profissionais, para fiscalização dos locais que realizam cirurgias plásticas, pelo Governo Federal, e mediado pelo Ministério da saúde, é medida plausível. Buscando intervir positivamente.