A banalização das cirurgias plásticas na sociedade contemporânea
Enviada em 06/02/2025
A Constituição brasileira de 1988 prevê, em seu artigo sexto, o direito à saúde. No entanto, uma parcela da sociedade tem se abstido desse direito básico, uma vez que coloca seu bem-estar em risco quando realiza cirurgias plásticas agressivas e fúteis, ou seja, sem que haja uma necessidade médica para tal. Por isso, deve-se analisar como a negligência estatal e o uso excessivo das mídias sociais impulsiona essa problemática.
Primeiramente, é preciso ressaltar como a abstenção do Estado atua influenciando diretamente, uma vez que ele não dá a ênfase necessária para pauta. Em 2021, foram feitas cerca de mais de um milhão de cirurgias plástica no Brasil, dessas, 13% geraram consequências negativas para a saúde dos pacientes, que após isso, tiverem que desfazer o procedimento ou fazer cuidados que não seriam necessários caso a cirurgia não fosse realizada; O que explicíta uma das maneiras em que o Governo brasileiro invisibiliza a pauta, uma vez que para realizar tal procedimento não há, de forma obrigatória, nenhuma etapa a qual o paciente passe por um especialista do âmbito mental, o que seria crucial para que houvesse uma maior reflexão sobre o motivo real para o anseio pelo procedimento cirúrgico.
Ademais, se faz necessário analisar como o frequente e excessivo uso das redes sociais tem alavancado a procura por cirugias plástica para correção de membros funcionais. No filme “Beleza fatal” a protagonista, após se expor a uso excessivo das mídias sociais, decide realizar uma série de cirugias plásticas apenas para se sentir tão bonita quanto as pessoas de seu Instagram. Saindo das telas, essa questão tem sido recorente no cenário brasileiro atual, visto que com a prática da utilização de filtros que alteram a face continuamente, se criou uma busca infinita pela beleza extrema, como a atingida quando se utiliza esses filtros.
Diante do exposto, é dever do Poder Legislativo criar uma lei que inclua, de forma obrigatória, consultar-se com um psicólogo antes de realizar esse tipo de procedimento. Isso deve ocorrer por meio da incluão desse profissional dentro das clinicas de cirugia plásticas, e ser incluso nas requisitações feitas pelos médicos antes da cirurgia. Para que, haja uma diminuição conciente do índice de cirugias plásticas e o direito constitucional respeitado.