A capacidade da internet de empoderar o indivíduo
Enviada em 03/10/2025
Recentemente acendeu na internet um debate extremamente pertinente: a Adultização. O influenciador Felca denunciou via Internet casos na própria Internet onde crianças estão sendo expostas a responsabilidades, funções e conteúdos que deveriam ser reservados a adultos, onde criticou diretamente o também influenciador Hytalo Santos, justamente por expor menores a produção de conteúdo não adequados para tais. Isso acendeu também um debate sobre para quem a Internet entrega a influência, se de fato a pessoa merece tal; o debate também se expande para a necessidade de regular redes sociais.
Sob esse prisma, é tomado como principal assunto o quanto o indivíduo merece os números que têm. Em uma mão, temos o influenciador Hytalo Santos, que usou de sua influência para “adultizar” uma jovem; e na outra, Felca, que demonstra o uso da influência como meio de denunciar tal ato criminoso. Alguns influenciadores não deveiam obter tal fama, pois propagam discursos de ódio, vendem golpes ou divulgam jogos de azar, além de outros atos imorais, podendo inclusive cometer crimes, fazendo-se questionar por que essa pessoa tem o poder de influenciar.
Há de se mencionar também sobre o debate da regulamentação de redes sociais. Em 2024 foi tomada um grande passo para tal, uma lei que criminaliza o Cyberbullying, mas ainda é relevante que o governo regule mais âmbitos. É incontável a quantidade de influenciadores que divulgam casas de aposta, ou cometes outros crimes, como inclusive pedofilia. Enquanto as redes não forem mais rígidas quanto ao seu conteúdo, os criminosos ainda terão o poder de espalhar seus atos, mas infelizmente, as redes ainda assim lucram com qualquer conteúdo, que os empoderam, bem como os compactuantes, também criminosos.
Há de se concluir, então, que a Internet não deve ser uma terra sem leis. Cabe portanto ao Estado legislar para regular as redes sociais, os conteúdos nelas expostas e o quão submissas serão as empresas (para funções como apagar conteúdos), como a Meta; quanto a ela, cabe maior rigidez nas regulamentações internas e identificação de conteúdos inadequados, proibindo-os e banindo-os. Tais ações devem ser tomadas a fim de garantir um melhor ambiente digital não só para os usuários das plataformas, como também toda a população.