A capacidade da internet de empoderar o indivíduo

Enviada em 03/10/2025

Com o avanço das tecnologias digitais, a internet passou de simples meio de comunicação para espaço fundamental na construção social. Ao democratizar o acesso à informação e possibilitar a expressão de opiniões, amplia a autonomia individual e a participação cidadã. Ainda assim, a exclusão digital e a falta de educação crítica limitam o pleno exercício da cidadania no Brasil.

Primeiramente, destaca-se a democratização do conhecimento proporcionada pela internet, que rompe barreiras geográficas e socioeconômicas. Plataformas como Khan Academy e bibliotecas virtuais oferecem conteúdos gratuitos que possibilitam a formação acadêmica e profissional em regiões periféricas e rurais. Conforme aponta a pesquisadora Lúcia Santaella, especialista em comunicação digital, “a internet é uma extensão da inteligência humana, capaz de transformar realidades”, revelando seu grande potencial emancipador.

Além disso, a internet fortalece o protagonismo social, permitindo que cidadãos denunciem injustiças, organizem movimentos e influenciem decisões políticas. Campanhas como #EleNão (2018) e #VidasNegrasImportam (2020) mostram como a mobilização digital une milhões em torno de causas sociais, consolidando o espaço virtual como ferramenta democrática. Ainda assim, milhões de brasileiros enfrentam exclusão digital, limitando o acesso à informação, educação e participação política. Segundo o IBGE (2025), cerca de 20,5 milhões de pessoas acima de 10 anos não usam a internet, principalmente por desconhecimento, falta de interesse e barreiras econômicas. A exclusão é maior entre idosos, com 66,1% desconectados, e em áreas rurais, onde o acesso é restrito.

Portanto, é fundamental que o governo federal, por meio dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações, das Comunicações e da Educação, em parceria com empresas privadas e ONGs como Recode e SaferNet Brasil, amplie a infraestrutura tecnológica e promova programas de capacitação digital. Ademais, é essencial incluir nos currículos escolares disciplinas que incentivem o uso ético e responsável da internet. Essas ações conjuntas garantirão inclusão social, liberdade de expressão e acesso à informação, fortalecendo a cidadania e a democracia no país.