A capacidade da internet de empoderar o indivíduo
Enviada em 03/10/2025
Com a expansão da internet e o acesso facilitado aos smartphones, o indivíduo passou a ocupar um espaço antes restrito aos grandes meios de comunicação. Plataformas digitais como redes sociais, blogs e canais de vídeo transformaram o modo como as pessoas se expressam, se informam e se organizam, ampliando significativamente sua capacidade de ação e influência.
Segundo pesquisa do IBGE (PNAD Contínua, 2023), mais de 90% dos brasileiros têm acesso à internet, o que potencializa o protagonismo individual em diversas áreas. O filósofo Michel Foucault afirmava que “o saber é poder”, e na era digital, o conhecimento circula de forma descentralizada, permitindo que cidadãos comuns denunciem injustiças, mobilizem causas e compartilhem experiências. Exemplo disso é o movimento #MeToo, que ganhou força mundial por meio das redes, revelando como a internet pode ser ferramenta de transformação social.
Entretanto, esse empoderamento não é isento de desafios. A desinformação, os discursos de ódio e a manipulação algorítmica podem distorcer a autonomia digital e fragilizar o senso crítico. Além disso, o acesso desigual à tecnologia ainda exclui parte da população de oportunidades educacionais e profissionais, evidenciando que o empoderamento digital precisa ser acompanhado de políticas públicas inclusivas.
Diante disso, é essencial que o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Educação e das Comunicações, amplie programas de inclusão digital, com foco em comunidades periféricas e rurais. Essa ação deve ocorrer por meio da distribuição de equipamentos, capacitação tecnológica e acesso gratuito à internet em espaços públicos, como escolas e bibliotecas. O objetivo é garantir que todos possam exercer sua cidadania digital de forma crítica e segura. Como detalhe adicional, é importante que essas iniciativas incluam formações sobre ética digital e combate à desinformação, fortalecendo o uso consciente da rede como ferramenta de empoderamento.