A capacidade da internet de empoderar o indivíduo

Enviada em 02/10/2025

Em 1956, na Conferência de Dartmouth, a sociedade deu seus primeiros passos rumo a uma revolução tecnológica ao introduzir o conceito de inteligência artificial. Décadas depois, outra ferramenta transformadora surge no mesmo cenário tecnológico: a internet, responsável por ampliar o acesso à informação e criar possibilidades de empoderamento individual. Contudo, embora proporcione maior liberdade de expressão e democratização do conhecimento, a internet também gera desafios éticos e sociais, como a desinformação, a exclusão digital e a manipulação de dados. Diante disso, faz-se necessário prevenir a negligência legislativa e promover uma integração responsável dessa tecnologia na sociedade contemporânea.

A internet revolucionou a sociedade ao ampliar o acesso à informação e possibilitar o empoderamento do indivíduo. Contudo, o uso incluído gera riscos, como manipulação de dados, discursos de ódio e exclusão digital. Byung-Chul Han alerta para a “sociedade da transparência”, em que a vigilância limita a autonomia. Já Habermas destacou a importância da ética comunicativa, baseada na responsabilidade e transparência. Assim, sem políticas públicas, os impactos da internet tendem a promover desigualdades. Portanto, o Governo deve criar leis que assegurem proteção de dados, equidade e acesso democrático à rede.

Além disso, promover o uso ético da internet é condição necessária para mitigar seus impactos negativos na sociedade. Nesse cenário, o filósofo alemão Jürgen Habermas destacou a importância da ética comunicativa, que exige transparência e responsabilidade nas interações sociais e tecnológicas. Portanto, embora a população e as instituições não exijam maior responsabilidade e equidade no uso da internet, seus impactos continuarão na melhoria das desigualdades sociais.