A capacidade da internet de empoderar o indivíduo

Enviada em 01/10/2025

Promulgada em 1988, a constituição federal(CF) vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Entretanto, a capacidade da internet de empoderar o indivíduo e suas consequências como, o acesso desigual a internet para pessoas de difentes classes sociais, interferem no sistema hormônico do Estado brasileiro. Nesse sentido, torna-se fundamental refletir problemas como a fake news, e o narcisismo digital.

Em primeiro lugar, é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, ‘não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico’. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasileiro sobre a desinformação destoa do progresso teórico-crítico e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz do imbróglio. Consequentemente, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação da desinformação e propagação de informações falsas, fato que viola, novamente, a CF. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.

Além disso, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos do narcisismo digital contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista os casos registrados no país e a agravancia social que o termo se refere. Com isso, é inadmissível a inoperância das esferas de poder no que tange à mitigação do viés.

Portanto, entende-se que a capacidade da internet de empoderar o indivíduo é um obstáculo intrínseco de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema de forma detalhada, esse órgão vai convidar profissionais da área, para apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores. Assim, com ações conscientes e coletivas, pode-se construir um futuro mais justo e inclusivo.