A capacidade da internet de empoderar o indivíduo
Enviada em 02/10/2025
Com o advento da Revolução Industrial, tornou-se possível um acesso mais amplo à informação e à comunicação, sobretudo com o surgimento da internet. No entanto, no cenário vigente, a capacidade desse recurso tecnológico de empoderar o indivíduo apresenta desafios pela disseminação de desinformação, exclusão digital e formação de bolhas ideológicas. Nesse viés, torna-se essencial analisar duas vertentes relacionadas à problemática: a negligência governamental bem como falha educacional.
Sob esse prisma, é primordial destacar a negligência governamental como entrave. Nesse sentido, de acordo com relatórios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), grande parte da população ainda não possui acesso adequado à internet, especialmente em regiões rurais e periferias urbanas, o que limita o aproveitamento das oportunidades digitais. Essa omissão por parte do Estado evidencia a falta de políticas públicas eficazes voltadas à inclusão digital, perpetuando desigualdades e restringindo a participação cidadã plena. Dessa forma, a ausência de ações governamentais compromete o exercício da cidadania.
Outrossim, é relevante ressaltar a falha educacional como fator agravante dessa realidade. Nessa conjuntura, segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), muitos estudantes apresentam deficiências na alfabetização digital e no pensamento crítico, o que os torna mais vulneráveis à desinformação e menos aptos a utilizar a internet como instrumento de empoderamento. Além disso, a ausência de uma formação adequada para interpretar e avaliar informações online contribui para a criação de bolhas ideológicas e limita a participação consciente nos debates sociais e políticos. Desse modo, é necessário resolver tal impasse.
Portanto, são necessárias intervenções capazes de mitigar a capacidade da internet de empoderar o indivíduo. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com o Governo Federal, promover mudanças por meio da implementação de políticas públicas voltadas à população de locais periféricos e rurais, além dos estudantes. A partir dessas medidas, espera-se reduzir as desigualdades de acesso e promover uma maior inclusão digital e educacional.