A capacidade da internet de empoderar o indivíduo

Enviada em 04/10/2025

No século XXI, a internet tornou-se mais do que apenas uma ferramenta tecnológica que surgiu como uma força poderosa capaz de transformar a vida das pessoas. Sendo assim, a democratização do acesso ao conhecimento e a facilitação da participação social e política, a internet expandiu significativamente a autonomia das pessoas em todo o mundo. Entretanto, a presença de preocupações com a desinformação e a desigualdade no acesso ainda faz-se presente.

Em primeiro plano é importante resaltar que uma das maneiras mais evidentes pelas quais a internet empodera os indivíduos é tornando o conhecimento universalmente acessível. Segundo a história, no passado, a educação era amplamente confinada às salas de aula e frequentemente limitada pelo status socioeconômico, contudo, atualmente qualquer pessoa com conexão à internet pode acessar recursos gratuitos por meio de plataformas como Google ou YouTube. Com isso, essa mudança corrobora a ideia do filósofo Michel Foucault de que “conhecimento é poder”, visto que as ferramentas digitais permitem que as pessoas adquiram habilidades, sigam carreiras e se tornem autossuficientes.

Além disso, a internet democratizou oportunidades antes restritas a poucos. Plataformas como YouTube, cursos online e redes sociais profissionais permitem que pessoas em diferentes realidades desenvolvam habilidades, compartilhem conhecimento e tenham acesso a novas formas de renda e visibilidade. Dessa forma, a filósofa contemporânea Djamila Ribeiro, por exemplo, tornou-se uma referência no debate racial e feminista utilizando as redes sociais como canal de difusão de ideias. Contudo, apesar desses avanços, o empoderamento digital ainda é limitado por disparidades no acesso à internet, o que afeta principalmente populações de baixa renda e áreas rurais no Brasil.

Em virtude dos fatos, a internet possui, um grande potencial de empoderamento individual. No entanto, para que esse potencial seja realizado, é fundamental que o Estado atue. Portanto, cabe ao Ministério das Comunicações implementar programas de inclusão digital que levem acesso gratuito a internet para regiões de baixa para que o potencial seja atingido.