A capacidade da internet de empoderar o indivíduo

Enviada em 03/10/2025

O filme A Chegada apresenta, em sua narrativa, como a comunicação pode ser complexa e de extrema importância para a convivência civilizada entre povos culturalmente distintos, evidenciando a necessidade de um diálogo claro e objetivo. De maneira análoga, no Brasil, existem dificuldades relacionadas à compreensão e aceitação de opiniões divergentes, gerando problemas como a violência e a desinformação. Assim, destacam-se como principais causadores desse cenário a mídia e o descaso escolar, que contribuem para sua perpetuação.

Segundo o psicólogo Vygotsky, “o ser humano é facilmente influenciado pelo meio em que está inserido”, o que ressalta a importância da educação na formação de uma consciência crítica, capaz de respeitar diferentes pontos de vista. No entanto, de que adianta a escola incentivar o diálogo plural se há falta de investimentos e ausência de projetos voltados à cidadania, além da desvalorização do pensamento crítico? Essa lacuna faz com que parte da população não desenvolva habilidades de escuta respeitosa, mantendo o confronto acima da argumentação racional.

Nesse sentido, Thomas Hobbes, em Leviatã, defende que o Estado deve adotar medidas que auxiliem no progresso social. No Brasil, o Marco Civil da Internet garante liberdade de expressão e incentiva a convivência democrática no ambiente digital. Entretanto, sem fiscalização rigorosa e punições efetivas contra a desinformação e o discurso de ódio, essas normas se tornam ineficazes, permitindo que a polarização se expanda tanto nas redes quanto no convívio cotidiano, agravando conflitos sociais e políticos.

Dessa forma, fica evidente que a falta de compreensão e respeito às opiniões opostas está ligada à mídia desregulada e ao descaso educacional. Para mudar esse cenário, o Governo Federal, por meio dos Ministérios da Comunicação e da Educação, deve investir em campanhas educativas que ampliem o pensamento crítico e combatam a desinformação. Também é necessário reforçar a fiscalização virtual com punições severas. Assim, será possível reduzir a desinformação e fortalecer a democracia, promovendo uma sociedade mais justa e dialogante.