A capacidade da internet de empoderar o indivíduo
Enviada em 28/10/2020
No filme cinematográfico “O doador de memórias”, é analisado a relação da sociedade sem um vínculo a informações do passado e lembranças. Nesse sentido, o enredo foca na demonstração de como as informações adquiridas transforma todo o conhecimento e sensações por aquilo que lhe é apresentado. Fora da trama, é fato como a realidade apresentada traz questões impactantes da internet na vida social do século XXI, a saber, os benefícios para estimular seu uso, em consonância, ao descontrole do excesso de informações.
Em princípio, é considerável trazer o discurso do físico Edward Lorenz, em sua “Teoria do caos”, na qual o caos são situações que, por quaisquer mudanças em condições iniciais, podem apresentar resultados diferentes no futuro. Nessa lógica, a capacidade da internet de empoderar está em convergência ao pensamento de Edward, visto que a situação inicial de criar melhores benefícios com o acesso rápido a informações, causa influências no aumento da utilização desses recursos. Dessa forma, o usuário tende a absorver conteúdos a todo momento transformando a forma de gravar o aprendizado em larga escala. Faz-se imprescindível, por isso, a dissolução dessa conjuntura. Outrossim, é válido ressaltar que, conforme São Tomás de Aquino, em sua parábola do “Duplo efeito”, a qual explica que uma ação, após efetuada, pode gerar consequências positivas ou negativas. De maneira análoga, o descontrole do excesso de informação vai de encontro à perspectiva do pensador, dado que o ato de ter a favor do indivíduo o acesso à internet gera, por consequência, uma zona de conforto e desiquilíbrio em armazenar a longo prazo. Com base nisso, a capacidade da tecnologia é formada por conteúdos de curto prazo na memória, sendo prejudicial a ordem social e, por conseguinte, torna-se contestável quando executado sem consentimento.
Portanto, fica evidente que tome medidas especulantes para uma construção eficaz da capacidade da internet de empoderar o indivíduo. Para tanto, cabe ao Estado, que tem o poder de fiscalizar e regulamentar suas instituições, em reorganizar novos recursos ao problema, por meio de propagandas publicitárias acerca da regulação adequada do uso correto e controlado dessa plataforma, como também proporcionar a democratização do uso da internet em periferias carentes, a fim de aprimorar na construção do ser a favor da tecnologia. Para que, assim como no “O doador de memórias”, a sociedade seja transformada pelo uso e capacitação dessa ferramenta nas mãos da nova geração.