A capacidade da internet de empoderar o indivíduo
Enviada em 05/12/2020
Conforme ocorreu, na transição do século XX para o XXI, a Globalização, coligado à Indústria 4.0, fomentou o ápice do uso da internet, além de promover a universalização. À vista disso, a facilidade comunicativa entre os indivíduos, geograficamente distanciados, foi intensificada. Conseguinte, as diversas utilizações para determinados fins proporcionou o empoderamento desses indivíduos, uma vez que, hodiernamente, ora espalham o bem, ora, o mal.
Antes de mais nada, os ideais iluministas, base da Revolução Francesa, reuniram todos os conhecimentos da época em um único livro chamado de “Enciclopédia”, com o objetivo de estimular o povo a exercer a razão. Nesse sentido, a internet é a “enciclopédia” atualizada, dado que existem variados textos, vídeos, debates etc, sobre os mais diversos assuntos presentes na época atual. Para mais, o uso constante de hagtags, nas redes sociais, colaboram para informatizar os navegantes da web e incitam o poder que têm em mãos ao compartilhar. Como exemplo, o “estupro culposo”, repercutido nos meios de comunicação, em 2020, houve apelo, principalmente das mulheres, para salientar a negatividade do julgamento e impulsionar a busca por justiça, concomitantemente, o assunto permaneceu no “Top 10” do Twitter.
Outrossim, o uso das redes por políticos que adotam medidas governamentais extremas, como a execução, promove a difamação do direito à vida, presente na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Sob essa luz, casos como sucedeu no Oriente Médio, cujo líder fundamentalista ditou a transmissão da decapitação de alguns cristãos, há o acarretamento de persuasão para a população repassar os discursos de ódio contra determinados estereótipos, decorrentes da expansão do poderio virtual. Sendo assim, é imprescindível que, para usufruir o legado da Revolução Francesa, haja cumprimento de direitos e deveres básicos para cada cidadão que possui o instrumento informacional.
Em suma, portanto, para garantir melhoria do empoderamento pessoal são necessários aperfeiçoamentos. Para isso, o Ministério da Tecnologia, aliado ao da Justiça, deve estabelecer, em meios comunicacionais, documentos que ajudem a englobar o poder das pessoas para que haja detrimento dos discursos de ódio que existem no mundo virtual, por meio da publicidade e de cartazes imperativos e informacionais explanando os direitos básicos, a fim de garantir o uso desses direitos previstos por Lei Universal, para, assim, contribuir com a melhoria da “enciclopédia” na Globalização.