A contribuição da miscigenação para a identidade cultural brasileira

Enviada em 07/08/2024

A obra literária “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, retrata a Guerra de Canudos, analisando o contexto social, político, econômico e geográfico do Brasil. O livro enaltece a miscigenação do interior brasileiro ao afirmar que “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Dessa forma, a mistura de etnias fortalece a cultura nacional, impulsionando a diversificação social. Assim, a consolidação da multicultura no país torna-se um reflexo dessa miscigenação, contribuindo para a preservação e enriquecimento da cultura local.

Em primeira análise, a miscigenação, isto é, a mistura de raças, povos e diferentes etnias, iniciou-se no período colonial do Brasil, quando Portugal, entre outros países, se instalou na nação, influenciando significativamente a cultura nativa. Nesse sentido, a interferência de outros povos no território brasileiro determinou a identidade cultural do país, como exemplificado pelo movimento literário do Romantismo, que marcou o início da autenticação da cultura nacional. Consequentemente, após este período, houve uma valorização das características locais, enaltecendo o povo e seus aspectos.

Ademais, convém destacar que a miscigenação contribui para a preservação da cultura de outros países no território, tal como a capoeira e o futebol. Sob esse viés, de acordo com Selma Lagerlöf, “cultura é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido”. Portanto, a conservação dos costumes resguardará a identidade cultural dos países, unindo-os em uma multicultura.

Destarte, torna-se essencial a valorização da miscigenação como um fator para a formação da identidade cultural brasileira. Urge a criação de grupos de protesto com o intuito de manter a cultura nacional viva, por meio de investimentos, incentivos e consumo desses costumes. Outrossim, é indiscutível a ação do Governo Federal, juntamente com o Ministério da Cultura, na manutenção dos patrimônios nacionais do país, sejam eles institucionais ou materiais. Além disso, é imprescindível a conscientização social diante dos preconceitos misóginos e xenofóbicos, pela proliferação de informações que combatam essa violência nas mídias sociais.