A contribuição da miscigenação para a identidade cultural brasileira
Enviada em 22/08/2024
Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF) vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e vida digna de seus cidadãos. Porém, a contribuição da miscigenação para a identidade cultural brasileira e suas consequências, como a falta de valorização das influências culturais diversas, interferem na harmonia do Estado brasileiro. Dessa forma, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.
Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, “não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico”. Sob tal perspectiva, a passividade na reflexão crítica sobre o impacto da miscigenação destoa do progresso bourdieuseano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a matriz da problemática. Consequentemente, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação da desigualdade cultural. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dirimir o revés.
Ademais, convém destacar as falhas estatais. A esse respeito, John Rawls, na teoria do Pacto Social, enfatizou o Estado como mantenedor do bem-estar coletivo. Contudo, os impactos da negligência em promover a valorização das diversas influências culturais decorrentes da miscigenação contrastam com a tese do autor, uma vez que o governo do Brasil parece não se preocupar com o enredo, tendo em vista a falta de políticas públicas que incentivem a integração e valorização cultural. Com isso, é inadmissível a inoperância estatal no que tange à mitigação do viés.
Portanto, entende-se que a contribuição da miscigenação para a cultural brasileira é um obstáculo de raízes culturais e governamentais. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, esse órgão vai convidar antropólogos e sociólogos para apresentar uma visão crítica e orientar os espectadores a respeito do impasse discutido. Feitos esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu e o Pacto Social de Rawls, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.