A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 04/04/2020
Na cidade-estado grega de Atenas, berço da democracia, a arte era valorizada como forma de entendimento do mundo. Ainda, na Idade Média, jograis e trovadores transmitiam a arte por meio da oratória. Entretanto, no Brasil, a arte em geral sofre um preocupante declínio, uma vez que é comumente considerada inútil. Nesse sentido, cabe analisar os possíveis caminhos, como tornar a dança e o teatro disciplinas obrigatórias.
É nesse contexto, que evidencia-se o papel da participação de jovens em oficinas culturais, como forma de instrumento de ascensão social. No documentário “Falcão, Meninos do Tráfico”, evidencia-se um grande volume de adolescentes que participam ativamente do tráfico de drogas. É notório que, no Brasil, são comuns os casos de crianças envolvidas com criminalidade e violência. Dessa forma, ao proporcionar o contato com o teatro nas escolas, o indivíduo tem acesso a ferramentas não só capazes de tira-lo da realidade criminosa, como também de demonstrar um novo horizonte.
Outrossim, é fundamental que a desvalorização da arte seja analisada, de modo que haja maior compreensão de sua importância. No que tange ao teatro, Aristóteles classificava-o como essencial para a formação dos indivíduos, já que é capaz de produzir o sentimento de “catarse”, provocando sensações que reproduzem experiências de vida. Então, o filósofo grego dialoga com a necessidade de implementar a arte como parte elementar da escola, já que capacita os alunos e forma-os como cidadãos completos, a exemplo da cidade-estado grega.
São necessárias, portanto, medidas capazes de instituir as artes cênicas, bem como o teatro e a musicalidade nas escolas. Cabe ao Ministério da Educação, em consonância com o Superministério da Cidadania, instituir a reforma da grade do ensino médio, junto aos educadores da área. É papel dos professores incentivarem os alunos não só nas escolas como também nas redes sociais, demonstrando peças que lhes cativem, de forma a atingir a “catarse” defendida por Aristóteles.