A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 08/06/2020
Desde o surgimento do iluminismo no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, a maneira superficial que o estudo das artes são é abordado nas escolas aponta que os ideais iluministas são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país,seja pela inércia governamental em relação a pasta e, também, pela perda da identidade cultural do país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que o estudo simplório das artes que são oferecido nas escolas públicas, deriva de uma ação governamental direta. Segundo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira símil, quando se observa o período da ditadura militar no Brasil, percebe-se que os artistas sempre encontravam um meio de se opor contra a tirania do governo usando a arte como ferramenta. Todavia, como característica geral de governantes ditatoriais, eles censuram e inibem expressões artísticas devido elas conseguirem levantar o clamor e o desejo de uma população por um país melhor.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmus Bauman, de que a sociedade está vivendo uma “Modernidade Liquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras se evidencia quando um país desdenha da sua identidade cultural, na qual, no Brasil, se vê claramente isso quando nota-se que existem poucos museus e esses ainda são sucateados. Assim, ao longo do tempo, as artes que historicamente formavam as características de um povo, vai se perdendo, resultando em uma nação com raízes rasas em sua cultura.
Dessa forma, percebe-se que o debate acerca da importância da contribuição das artes como disciplina obrigatória nas escolas é imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica é imperativo que o Tribunal de Contas da União em parceria com o MEC, destine verbas para a contratação de profissionais formados em cênicas, pintores e escultores para comporem o corpo profissional das escolas da rede pública, no intuito de aprofundar o estudo com os alunos por meio de teatros e exposições de pinturas e esculturas nos colégios. Com isso, esses estudantes irão se interessar cada vez mais pelo meio artístico e, posteriormente, poderão contribuir para a construção da identidade cultural do país com suas obras.