A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 12/06/2020
De acordo com Vladimir Maiakóvski, a arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo. Desse modo, analogamente ao pensamento do poeta russo, entende-se que a arte tem a capacidade de atenuar as adversidades sociais sendo disciplina necessária no bojo escolar. Uma vez que, a matéria contribui não só para a diminuição das diferenças, mas também, ajuda na construção de pensamentos críticos.
É importante pontuar de inicio que a arte em seu contexto, seja musical, teatral, visual ou na dança, junta diferentes pessoas em variados ambientes que compartilham sentimentos e culturas distintas. Evidentemente, a disciplina artes como matéria obrigatória na escola é necessária para que haja esse fluxo de ideias e gere no individuo a aceitação do que lhe é incomum. Um exemplo disso será a diminuição de casos como o da aluna de um colégio particular no Rio de Janeiro, Ndeye Fatou, que sofreu ataques racistas de alguns dos seus colegas em uma rede social.
Outrossim, quanto mais cedo for o contato do estudante com as diversas formas de arte, mais apto ele estará a desenvolver o pensamento crítico. Infelizmente, algumas vezes essa matéria é negligenciada em comparação com as outras do ciclo básico. Entretanto, artes como disciplina obrigatória eleva a criticidade do estudante contribuindo para sua formação acadêmica e social. No livro Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire faz referência ao processo de “emancipação dos pensamentos”, em que o estudante é autor de um posicionamento crítico, sendo incumbência do professor levar o conhecimento bruto.
Ante o exposto, é necessário que o Ministério da Educação junto com as escolas fomente atividades em que o estudante seja o agente ativo do processo artístico, por meio de peças teatrais, danças ou apresentações musicais atribuindo nota na média final dos participantes. Logo, essas ações farão com que o estudante se posicione criticamente diante as diferenças, a fim de mitigar alguns paradigmas enraizados na sociedade.