A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 16/08/2020
A trilogia de filmes estadunidense “High School Musical” retrata a vida de adolescentes integrantes de um programa educacional que unifica saberes artísticos ao currículo convencional. Ademais, essa união fomenta a eles diversas oportunidades de trabalho, após se formarem. Além da ficção, a contribuição de abordar disciplinas artísticas com obrigatoriedade é de âmbitos pessoal e nacional. Isso se dá devido à capacidade da inserção no mundo das belas-artes de modificar a qualidade de vida do indivíduo inserido, e, portanto, à longo prazo, de toda a população.
Em primeiro plano, tem-se a possibilidade de identificação de prodígios ocultos nas salas de aula tradicionais. Nesse sentido, o pensador micênico Aristóteles reitera que tudo é algo e pode vir a ser outro, distinto, a partir de um panorama de mudança instituído. Sob esse viés, infere-se que a potência existente nos alunos demanda estímulo para se exprimir, somado a uma conjuntura favorável à expressão do possível interesse. No contexto da arte no meio escolar, esses fatores podem ser a ministração de disciplinas como dança, música e teatro, agregada ao debate sobre optar por tais áreas como ofício. Assim, tais púberes terão tal mercado como viabilidade laboral, ao se graduarem.
Em segundo plano, admite-se o íntimo liame entre a condição social individual e a pública. Sob esse prisma, o filósofo grego Platão aponta que ampliar a diversidade do acesso ao conhecimento alteia, de forma simultânea, o cômputo de integrantes nos grupos sociais existentes. Dessa forma, a integração do saber cultural supracitado à formação juvenil tende a modificar, positivamente, a estrutura socioeconômica no território, tendo em vista a redução dos índices de desemprego e subemprego resultantes. Essa correlação é fruto de um longo período de investimentos governamentais na inserção em pauta, o que resultaria na incorporação de inúmeros jovens no ramo de labor supramencionado.
Em suma, o Ministério da Educação deve garantir que a Lei 13.278/16, responsável por regular a imprescindibilidade em análise, esteja em vigor nas escolas públicas e privadas. Tal medida será realizada por meio da fiscalização, mediante visitas semestrais de fiscais contratados. A finalidade será a de certificar que os programas obrigatórios voltados à arte não sejam negligenciados durante a execução da Base Nacional Comum Curricular. Com efeito, espera-se que os estudantes brasileiros obtenham exequibilidades tão proveitosas quanto os personagens da tríade cinematográfica referenciada.