A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 28/08/2020

“A educação é a arma mais poderosa que existe”. De acordo com Nelson Mandela, o comportamento humano faz alusão ao desinteresse da apropriação cultural, na qual pode ser percebida com a ausência de inserção de políticas eficazes acerca do ensino das artes em geral e, sobretudo, ausência de interesse do indivíduo nessa temática. Ora, uma imagem de negligenciamento cultura que apadrinha o futuro e recorre ao limbo da desinformação artística.

Essa assertiva deriva, em especial, da inexistência do estímulo às artes no âmbito escolar. Na ótica de Émile Durkheim, o fato social  é um fenômeno de ação e pensamento coletivos, dotados de coatividade e exterioridade. Nessa esteira, sabe-se que mesmo em colégios particulares renomados, a matriz curricular corresponde quase inteiramente ao ensino das matérias “tradicionais”, como a matemática e a biologia, com isso infere-se que a desvalorização das artes está imersa em um fato social, na qual a sociedade, de maneira coercitiva, desmerecem algo que poderia ser seu futuro profissional. Logo, mostra-se um ambiente escolar ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro agravante dessa problemática é o papel tácito do Governo. Na dialética de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, percebe-se que as disciplinas ligadas a cultura não são obrigatórias nos colégios e quando são não apresentam infraestrutura necessária, dessa forma é indicativo para se exigir uma ação mais urgente dos gestores públicos, uma vez que a “parte ignorada” em prol de discursos econômicos, literalmente, colhe todo o azedume dessa exclusão. Nesse sentido, é fulcral que o Estado reformule seu atuação, com o fito de haver mais melhorias.

Infere-se, portanto, que nessa assertiva a escola deve ampliar sua ação nessa temática, por meio de investimentos em salas para a prática de tal matérias e, por tabela, em profissionais inseridos nessa causa, a fim de obter um olhar coletivo mais cultural. Ademais, o Poder Público precisa tonificar seu exercício nessa esfera, por intermédio de leis que obriguem a ministração de aulas artísticas e deve liberar verbas para a criação de espaços educativos públicos, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a citação de Nelson Mandela se concretize no planeta.