A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 20/10/2020
Segundo o filosofo Arthur Schopenhauer a estética seria o único caminho do ser humano curar-se da vontade, assim, livrando-se do sofrimento. Análogo a isso, a arte alcança importância latente desde as primitivas inscrições em cavernas, sendo uma ferramenta que auxilia no desenvolvimento cognitivo e na leitura de mundo - e que, no entanto- sofre por meio de tentativas de limitação no seio educacional e representativo. Nesse certame, tanto o fator econômico, quanto uma análise social explicam essa problemática que deve ser mitigada por politicas publicas que enxerguem a contribuição das matérias de dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias.
Em primeiro plano, sobre o escopo econômico é notável a tendência de padronização das escolhas regidas por uma lógica do capital cada vez mais institucionalizada na sociedade, a exemplo da procura por cursos de ensino superior que tenham maior potencial de rentabilidade e prestigio social e a cristalização do preconceito a cursos de humanas e artes. Quanto a isso, o sociólogo Pierre Bordieu, versa sobre a noção de escolhas pautadas nas individualidades sendo, na maioria dos casos, fruto das influencias circunscritas e do anseio da mentalidade capitalista fortemente imbricado na sociedade. Desse modo, a lógica produtiva brasileira hodierna tende a não valorizar o ensino das artes, logo, restringindo-a ou tornando-a precária.
Sobre outro ensaio, o sociólogo Darcy Ribeiro, em um trecho de sua obra, fala a respeito da crise da educação brasileira ser proveniente de um projeto em que além de não haver o fornecimento da estrutura necessária para desenvolvimento educacional dos indivíduos, há a criação de um ambiente de desinteresse à vida acadêmica. Em suma, escolas que possuem a opção de facultatividade do ensino de artes podem representar um prejuízo tanto a carreira, quanto ao repertório particular do individuo, haja vista a desvalorização velada, tal qual ao panorama imposto socioeconomicamente.
Portanto, ante ao exposto observam-se os impasses referentes a questão da obrigatoriedade do ensino de artes visuais, música, dança e teatro no Brasil - reafirmando a necessidade de ações governamentais produtivas para elucidar tal problema. Destarte, compete ao Ministério da Educação assegurar o exercício dos direitos culturais, tal como o assegurar a educação previstos nos artigos 215 e 205 da Constituição Brasileira, por meio da implementação de políticas de extensão e instrumentalização das atividades curriculares vigente inserindo atividades práticas e de interação social, a exemplo da iniciativa da companhia energética de Belo Horizonte que criou o espaço para divulgação cientifica e artística voltada as fontes de energia, com o fito de representar um beneficio generalizado aos indivíduos em formação, bem como à sociedade.