A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 18/10/2020

Em 1980, o psicólogo Howard Gardner propôs que o indivíduo possui sete diferentes tipos de inteligência  — entre elas as expressões artísticas — e que uma forma de conhecimento não ivalida outro. Entretanto, atualmente, essas formas de expressão ainda não recebem devida importância para com a formação do conhecimento e dissolução de preconceitos.

Na contemporaneidade, é muito corriqueiro pensar que a formação do conhecimento e o conhecimento empírico divergem do meio artístico. Contudo, na antiguidade grega  — conhecida como berço da democracia e aclamada pelos cientistas renascentistas  — o teatro, dança, música e artes visuais eram de extrema relevância à consolidação do saber, não somente, torna-se perceptível esse pensamento ao analisar-se o deus Apolo, que representa a fusão de figura divina das artes e do conhecimento como luz. Portanto, nota-se que até mesmo os cientistas e pensadores empíricos prestigiam e têm notoriedade à cerca do valor da esfera artística na educação.

Não obstante, a manifestação artística como disciplina obrigatória pode, também, ser instrumento para combater o preconceito criado por uma sociedade patriarcal e machista. Na atualidade, é evidenciado inúmeros ataques discriminantes contra esse meio, tendo como exemplo a inserção dos homens no ballet, os quais, rapidamente, têm sua orientação sexual questionada e passam a constantemente sofrer ataques, todavia, por meio da educação artística é possível dissolver esse preconceito prematuramente. Um retrato dessa conjuntura encontra-se no filme “Treinando o papai”, no qual o protagonista, jogador de futebol, ao praticar a dança compreende as qualificações e a enorme labuta que enfrenta um bailarino, dessa forma superando seus preconceitos para com a dança.

Em suma, as artes como matéria essêncial são de demasiada importância para a produção do discernimento e ruptura com prejulgamentos antiquados. Destarte, urge ao Ministério da Educação (MEC) originar, por intermédio de verbas governamentais, oficinas escolares artísticas obrigatórias com esferas variadas, por meio de um sistema de créditos escolares. Dessa forma, minimizando as barreiras do preconceito e criando uma juventude com maior diversidade.