A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 26/10/2020

De acordo com o sociólogo Herbert José de Sousa, o crescimento de uma nação não se encontra relacionado à economia, à política ou à ciência, mas sim à cultura. Todavia, na sociedade brasileira, a arte é negligenciada, visto que há poucas disciplinas obrigatórias ligadas a esta área na maioria das instituições escolares. Assim, é necessário examinar os entraves desta premissa com um viés meticuloso para solucioná-la.

Em primeira análise, destaca-se os benefícios emocionais que a arte proporciona. Segundo alguns cientistas, esta atividade pode ser utilizada como artifício terapêutico. Assim sendo, com a inclusão destas formas de cultura na grade estudantil, os alunos se beneficiarão - uma vez que tal recurso é válido para auxiliar nas lacunas da saúde emocional geradas pelo estresse das avaliações, por exemplo.  Por conseguinte, o acesso às artes se torna democrático.

Outro ponto relevante nesta temática é no que diz respeito ao papel desempenhado por redes de ensino. Segundo a sociologia, a instituição social “escola” tem a função de preparar os alunos para a área profissional.

Logo, como o estudo de música, dança, artes visuais e teatro auxilia no estímulo da criatividade, consequentemente contribui para que, no futuro, o indivíduo esteja apto na criação de soluções efetivas e inteligentes para complicações em sua carreira profissional.

Infere-se, portanto, que medidas públicas são fundamentais a fim de que inúmeras expressões culturais possam se tornar disciplinas obrigatórias. Cabe ao Poder Legislativo a democratização do acesso às artes por meio da elaboração de leis que objetivam a inclusão de matérias de cunho artístico. Ademais, é essencial que haja uma fiscalização das escolas relacionada ao acompanhamento eficaz dos estudante por parte do Ministério da Cidadania, cuja uma das funções é a implementação de políticas de acessibilidade cultural.