A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 22/10/2020
O período do Renascimento foi muito importante para a valorização da arte e ciência. Nesta época surgiram os mecenas, pessoas que pagavam artistas para pintar. Nesse contexto, é notório que, as contribuições das artes visuais como disciplinas obrigatórias é uma pauta que precisa ser fortalecida pela educação e incentivada com medidas governamentais.
Vale ressaltar, a princípio, que a ausência do ensino artístico é um dos fatores que atrapalham o desenvolvimento educacional dos indivíduos. Nesse sentido, o artigo 229 da Constituição Federal diz que os pais devem assistir, criar e educar seus filhos. Entretanto, os genitores não lecionam sua prole sobre a representação cultural que a dança, o teatro e a música significa para o Brasil. Sendo assim, muitos dos costumes nacionais são perdidos, devido a falta de prosseguimento das tradições familiares.
Ademais, é importante salientar que a escassez de programas do Governo é uma das causas que retarda a valorização artística. Sob essa perspectiva, o sociólogo Émile Durkheim mencionou que o Governo, a Escola e a família formam a coesão social. Nessa conjuntura, o Estado rompe com a sociedade ao não oferecer meios para a população expressar seus dons artísticos. Dessa forma, a falta de iniciativa dos órgãos públicos deixam os cidadãos sem esperança para prosseguirem na carreira.
Infere-se, portanto, que ao utilizar a educação e as medidas governamentais é possível fortalecer as artes visuais como disciplinas obrigatórias. Com isso, cabe ao Ministério da Educação, por meio das escolas, colocar nos currículos dos estudantes a matéria de artes visuais, em prol de resgatar grande parte da cultura brasileira com os alunos e ajudá-los a encontrarem seus talentos nessa área educativa. Outrossim, cabe ao Poder Executivo mudar o Código Penal com leis que obriguem os prefeitos das cidades a construírem teatros públicos nos municípios nacionais, para dar oportunidades igualitárias no acesso ao mundo da arte para os sujeitos. Proposta que, incipiente no presente, pode mudar as gerações futuras.