A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 31/10/2020

Surgiu, no século XIV, o Renascimento. Movimento essa que pré-dispôs a Arte pelo belo e harmonioso, ou seja, a criação voltada para o processo e não para um maior aprofundamento de interpretações. Logo, por se tratar de um estilo da alta classe da época, ela desqualificava todas as outras pessoas para sua execução. Este preconceito, por mais que não tenha sido criado na contemporaneidade, é continuamente visto na atual sociedade brasileira; fruto este, da falta de incentivo intelectual acerca do conhecimento e elaboração variância cultural nacional pela pintura, música ou teatro. Gerando, por consequência, o acumulo de etnocentrismo na arte. Nesse sentido, o que impede a resolução do problema é a ausência de escolas  que explore todas as oscilações possíveis.

Primeiramente, é importante analisar as causas e consequências do impasse. A princípio, devido ao processo de colonização iniciado em 1500, o Brasil é palco de inúmeras etnias diferentes, sendo que cada uma, possui sua própria forma de comunicação. Por certo, essa pluralidade não é compartilhada a todos os brasileiros e pela falta de estímulo, faz com que cada indivíduo tenha contato apenas com seu próprio estilo. Que gera a repulsão sobre o dialeto alheio e instaurando uma maior dificuldade em integrar todas as diferenças, perpetuando assim, a antipatia.

Seguidamente, vale ressaltar o que impede a resolução da problemática. Igualmente ao pensamento de Imannuel Kant, formado pelo princípio de não contradição entre premissa e sujeito, é possível analisar a situação dessas manifestações no Brasil. De tal forma que, o respeito as diferenças seria o sujeito na visão de Kant, o surgimento de uma nova disciplina obrigatória, a premissa. Assim sendo, quando os intelectuais possuem uma lógica contrária (pensamento de que não é necessário estudar cada variante individualmente para o progresso da interação social e que esse ensino não é de suma importância) a verdade é violada, o que dificulta ainda mais a resolução do empecilho.

Portanto, é mister que o Estado tome as devidas atitudes para amenizar o problema. Urge assim, que o Ministério da Educação, órgão responsável pela administração educacional do Brasil, articule uma nova frente artística no país. Por meio de uma reunião com os principais mestres e doutores em arte de cada região, a fim de expor detalhadamente as variantes de suas localidades e articular uma nova frente que englobe todas essas diversidades em uma única disciplina; esta que será estudada em todos os níveis de educação. Para que, dessa forma, cada cidadão tenha seus costumes difundidos, indo a favor da lógica de Kant e acabando com o etnocentrismo.