A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 26/10/2020
Segundo o educador Paulo Freire, “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Neste sentido, a obrigatoriedade, nas escolas, das diciplinas como as artes visuais, música e dança são de suma importância para o desenvolvimento dos jovens brasileiros, pois são capazes de promover uma valorização da grande diversidade cultural presente no Brasil e contribui para a socialização destes indivíduos. Contudo, apesar dos benefícios, problemas como a falta de investimentos governamentais e a desvalorização da sociedade em relação à estas matérias devem ser debatidas com objetivo de promover a superação desses obstáculos.
Diante deste contexto, a negligência do Estado no que tange a educação é um contratempo que deve ser analisado. Sob esta ótica, de acordo com o economista britânico Sir Arthur Lewis, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Entretanto, tal ideologia está distante do cenário brasileiro, em razão de que há uma carência de verbas públicas para suprir as necessidades de conhecimentos básicos em diciplinas como as exatas, humanas e linguagens. Visto isso, as escolas, principalmente as públicas, não têm o aparato para adicionar novas aulas, por exemplo, as de música, haja vista que é inlógico ter aulas desta matéria, posto que o Estado é incapaz de disponibilizar os instrumentos para os alunos e seus responsáveis, tampouco, conseguem pagar por esses objetos. Dessa forma, é inaceitável uma postura estática do governo, dado que a Carta Magna brasileira garante a educação para todos os cidadãos, o que ,no momento, não se mostra na prática.
Outrossim, o desprestígio do corpo social no que se refere as novas diciplinas é um empecilho para sua perpetuação nas escolas. Conforme o filósofo Karl Marx, em sua obra “O Capital”, o desejo por lucro influência diretamente nos valores de uma sociedade capitalista. Sob esta perspectiva, os pais direcionam seus filhos a seguirem carreiras de prestígio social e com elevado retorno financeiro como medicina, direito e engenharia, desencorajando-os a trabalharem em cargos direcionados a arte, dança e teatro. Por consequência, os proprios alunos irão tratar tais matérias com descaso, pois acreditam que este conhecimento não será ultil para seu fulturo profissional.
Portanto, subterfúgios devem ser criados a fim de valorizar as novas diciplinas. Para isso, é fulcral que o Ministério da Educação disponibilize uma infraestrutura de qualidade para os alunos, como espaços apropriados para as aulas, professores capacitados e a disponibilização dos instrumentos necessários, por meio de um planejamento econômico apoiado pelo Banco Nacional de Desevolvimento Econômico e Social. Essas medidas serão feitas com o intuito de atrair os jovens para essas matérias e , dessa maneira, transformarem o mundo a sua volta como foi dito por Paulo Freire.