A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 30/10/2020

“É mais fácil desintegrar um átomo do que acabar com o preconceito.” - Esta citação pertence ao físico alemão Albert Einstein, e retrata o cenário vivenciado pelo Brasil, onde a contribuição das artes visuais, dança, música e teatro não são obrigatórias na grade curricular escolar, o que gera um forte desconhecimento cultural entre a população brasileira. Assim sendo, vislumbra-se que esse panorama, estimulado pelo descaso governamental, somado à preconceituosa matriz cultural do país, representa uma persistente tribulação no aspecto contemporâneo do Brasil.

A priori, é fulcral salientar que o sociólogo Émille Durkheim afirma, em seus inúmeros estudos, que o poder público se responsabiliza pelo gerenciamento das questões que envolvam a coletividade estabelecendo, por conseguinte, o bem-estar social. Entretanto, a perspectiva adotada pelo estudioso manteve-se no plano teórico, em virtude do descaso governamental em viabilizar investimentos, aptos a promoverem a difusão das diferentes culturas brasileiras. Diante disso, torna-se comum a discriminação com culturas que divergem do popularmente conhecido e aceito, como o carnaval brasileiro.

A posteriori, é perceptível o preconceito, principalmente, com aqueles que seguem as culturas africana e asiática. Como dizia o cantor e compositor Cazuza, “eu vejo o futuro repetir o passado”. Dessa forma, pode-se perceber que tal preconceito, foi - e ainda é - transmitido por gerações, o que evidencia a banalização da diversidade cultural. Assim, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria “banalidade do mal”, defende que o comportamento xenófobo ou preconceituoso passa a ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado com a questão da discriminação das centenárias descendências que compõe o Brasil.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse, levando-se em consideração as questões abordadas. Sendo assim, cabe ao Governo Federal - órgão responsável pelo bem-estar social - elaborar um plano nacional de incentivo ao desdobramento das artes e culturas, de modo a instituir ações como oficinas artísticas. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras, governadores e entidades federais - haja vista esse fenômeno envolver todos todos os âmbitos administrativos - que realize periódicos eventos tradicionalistas, mediados por especialistas da área. Assim, essa importante questão pode ser solucionada.