A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 31/10/2020

Na obra ``A República´´, do escritor grego Platão, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de cidadãos incultos. Entretanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a arte como disciplina obrigatória apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização de uma pólis ideal para Platão. Nesse sentido, esse panorama desvantajoso é fruto tanto da falta de infraestrutura artística, quanto da negligência de integração no mundo das artes pelo próprio indivíduo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade do século XXl.

Precipuamente, é fulcral pontuar que as poucas opções de lazer cultural e prático na grade curricular deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador empirista John Locke, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, no entanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse contexto, a falta de atuação das autoridades na questão da infraestrutura cultural, contribui com o esquecimento de diversas formas culturais, como: teatro, música e dança, que são de grande valia para formação de uma pessoa. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a negligência de integração no mundo das artes pela própria pessoa como promotor do problema. De acordo com o cientista Albert Einstein, o ser humano deve sempre estar disposto a abrir sua mente para novos horizontes. Em relação a esse pressuposto, a população não está de acordo com esse raciocínio, pois, elas não veem a cultura artística como estilo de vida e progresso para si mesmo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que as próprias pessoas contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar as poucas opções de lazer cultural e prático na grade curricular, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo, será revertido na melhora da estrutura colegial pública para realização de eventos artísticos e seus devidos ensaios, e desenvolver aulas dinâmicas para abrir a mente de algumas pessoas, por meio do Ministério da Educação e empresas dispostas a patrocinar algumas apresentações ou equipes, para que a cultura humana seja espalhada por todo o Brasil. Logo, atenuar-se-á, em longo prazo, os impactos nocivos das poucas opções de lazer cultural e prático para os estudantes, e a coletividade alcançará a harmonia do livro de Platão.