A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 31/10/2020

De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, a contribuição do artivismo como disciplina obrigatória carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto.

Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para um melhor apoio ao artivismo escolar. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área de educação artística, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas associados ao desenvolvimento cultural, materiais artísticos e infraestrutura de base, medidas essas que ajudariam na implantação dessa disciplina e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.

Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca da adição culturalista nos colégios, pois, não houve instrução na íntegra, o que torna mais difícil a luta por mudanças. De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, em sua ‘’Terceira Carta Pedagógica’’, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência na formação de ideias críticas, ações sociais expressivas e uma boa base educacional analítica sobre cultutalismo escolar e progressos educandários, o país não obtém grandes transformações. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a atualidade. Desse modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver o impasse.

Depreende-se, portanto, novas medidas para a contribuição do artivismo como disciplina escolar. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito da introdução artística e cultural nas escolas, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio sócio-culturais gratuitos, participação remunerada de profissionais da área de educação artística e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscará o tão sonhado progresso  de  George B.