A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 05/01/2021
No Brasil, as manifestações artísticas sofreram, historicamente, com o preconceito, como o samba que foi duramente reprimido na época da Primeira República, por exemplo. Nesse viés, ao analisar a sociedade contemporânea percebe-se que essa problemática, até este momento, não foi solucionada. Dessa forma, a contribuição das artes visuais na formação do indivíduo ainda não é reconhecida, seja pelo desconhecimento de seus benefícios, seja pela discriminação ainda existente.
Em primeira análise, vale ressaltar que os impactos positivos do contato com a música, dança, e o teatro ainda são, muitas vezes, subestimados pelo corpo social. Isso ocorre, pois, em várias situações, a sociedade não se interessa - por preconceito - em saber que essas manifestações culturais desenvolvem a inteligência racional, emocional e simbolizam uma nova forma de se expressar. Ademais, permitem o contato com diferentes culturas, o que pode amenizar determinados preconceitos e permitir que o indivíduo desenvolva senso crítico - saindo da “menoridade intelectual” de Immanuel Kant e tornando-se capaz de pensar de forma autônoma. Por conseguinte, formam-se seres humanos com maior conhecimento cultural e empatia pelo próximo.
Além disso, o segmento das artes visuais sofre preconceito por ser uma área de atuação marginalizada, principalmente, pela camada mais nobre da sociedade. Tal cenário é decorrente do estereótipo negativo do artista existente desde a época do Brasil Império, com a capoeira por exemplo, até os dias de hoje, por ser, frequentemente, associado às classes mais humildes. Essa visão limitada demonstra como parte da população permanece presa às amarras sociais, analogamente a Caverna Platônica, e torna-se incapaz de olhar para fora e aceitar outra realidade. Em decorrência disso, perpetua-se um pensamento arcaico e perde-se os benefícios ofertados pela prática de dança, música e teatro.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de combater o preconceito e ampliar os que se beneficiam da prática das artes visuais. Para isso, cabe ao Governo Federal - por meio do Ministério das Comunicações, o qual é responsável pelos serviços de telecomunicações - veicular em televisão aberta comerciais explicitando os benefícios, principalmente para crianças e adolescentes, da prática de atividades artísticas, a fim de cessar o preconceito ainda existente em determinadas camadas sociais. Cabe, ademais, inserir a temática debatida em novelas e minisséries. Assim, será possível que toda uma geração seja impactada positivamente pelas artes.