A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 14/01/2021
A Lei 13.278 de 2016, torna as artes visuais, a dança, a música e o teatro disciplinas obrigatórias da educação básica. No entanto, passados quase 5 anos desse importante compromisso, no que tange, hordienamente, a sociedade brasileira, ainda se vivencia a obrigatoriedade apenas da música como matéria artística. Nesse contexto, aperfeiçoar mecanismos de preparação de novos cidadãos com visão mais ampla sobre o mundo e promover a ampliação das artes na grade curricular-se necessário.
Em primeira análise, é imprescindível ressaltar que um dos maiores patrimônios imateriais do Brasil é a sua pluralidade artística e cultural. Entretanto, a atual realidade contradiz essa lógica, pois raramente as artes são aderidas no cotidiano juvenil, haja visto que esse é um caso, entre tantos, que encara a triste realidade da persistente ausência da arte no desenvolvimento das futuras gerações no Brasil. De acordo com o pesquisador Janes Catteral a arte é dividida em dois momentos: como expressão e como forma cultural. Nesse sentido, o primeiro contribui para o indivíduo interpretar ideias através das diversas linguagens e formas, e o segundo favorece o conhecimento mais amplo da história e dos artistas que buscam a transformação da arte. Desse modo, é essencial valorizar e, sobretudo, respeitar todos os meios artísticos no contexto social e escolar, transformando a visão do jovem e quebrando preconceitos.
Somado a isso, é importante destacar que a arte em união na vida do estudante promove a interculturalidade. De acordo com a Base Nacional Comun Currricular (BNCC), valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais, aprimorando-se de experiências que possibilitem entender relações de mundo, faz parte da base da educação. Nessa conjuntura, urge a necessecidade da extenção das formas de artes como diciplinas obrigatórias para ampliar a grade curricular e assim, enaltecer os vários talentos dos estudantes. Dessa forma, as aulas ficarão mais prezerosas e lúdicas, contribuindo, ainda mais, para o desenvolvimento do contigente estudantil.
Portanto, o respeito e a inclusão de todos os códigos relacionados à arte são os caminhos que precisam ser trilhados pela sociedade brasileira objetivando ampliar os mecanismos de desenvolvimento estudantil do futuro. Para tanto, após um amplo discurso com a sociedade, o Governo junto ao MEC deve,por meio de verbas para as escolas, investir em projetos estudantis e incluir as artes visuais, música, dança e teatro como matérias indispensáveis na vida escolar, afim de desenvolver o interesse pela cultura nas instituições de ensino. Afinal, a utilização da arte como meio de transformação no desenvolvimento escolar dos alunos e as medidas anteriormente proposta são alternativas eficazes para otimizar o cumprimento da Lei 13378.