A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 28/04/2021

“A educação é a arma mais poderosa que existe”. Na ótica de Nelson Madela, o comportamento humano faz alusão ao desinteresse da educação artística, na qual pode ser percebido com a ausência de inserção de políticas eficazes acerca do ensino obrigátorio das artes em geral e, sobretudo, o absentismo de interesse dos indivíduos nessa mazela. Nesse sentido, nota-se uma imagem de desleixo e omissão que apadrinha a contribuição dessa esfera.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa temática. De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito à educação de qualidade das artes é garantido a todos os indivíduos. Em contrapartida, o Estado não efetiva tal princípio, uma vez que as disciplinas ligadas à cultura não são obrigatórias nos colégios e quando são não apresentam infraestrutura necessária, assim, essa deturpação no âmbito educacional impede que tranformações artísticas ocorram, haja vista a desvalorização e a ausência de auxílio nessa agrura. Logo, mostra-se um governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa área. Na dialética de Lya Luft, em seu texto “Alegres e Ignorantes”, a autora postulou, “Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis”. Sob esse viés, quando a sociedade não enxerga o ensino das artes com prioridade, gesta-se uma geração de embrutecidos, relegados ao limbo da desinformção, e não menos perigoso, a vulnerabilidade social, visto que esse conhecimento está presente no cotidiano de vários povos, seja para representar sua rotina, seja para adorar seus deuses. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa esfera, por meio de verbas destinadas para tal mazela, ampliando as estruturas das salas de aulas para a prática de dessas matérias e promovendo um maior incentivo aos estudantes, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a sociedade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa contribuição para o ensino, por intermédio de palestras educativas e, por tabela, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a citação de Nelson seja uma realidade brasileira.