A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias

Enviada em 15/06/2021

O filme “Escola de Rock” mostra um professor que traz união e dinamismo para a sala de aula através da música. Todavia, no hodierno contexto brasileiro, nota-se uma desvalorização dos benefícios da arte para os alunos, que é motivada pelo preconceito e pela insuficiência legislativa.

Em primeira análise, é necessário destacar que a discriminação é um dos fatores do problema. Para o físico teórico Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Nesse sentido, é notável que esteriótipos negativos acerca da arte, a exemplo de que ela é uma besteira e não proporciona um bom futuro, é fruto da perpetuação do preconceito na sociedade. Logo, tal pensamento errôneo tão difundido na atualidade se faz pensar que ensinar música, dança, teatro e afins é dispensável, quando na realidade contribuem socioemocionalmente para os alunos.

Por outro lado, há também o agravante da carência estatal. O escritor Gilberto Dimenstein levanta o seguinte questionamento em um de seus livros: “as leis existem, mas quem as aplica?”. Sob essa perspectiva, percebe-se uma lacuna quanto a legislação que obriga o ensino artístico nas escolas, pois mesmo com a lei publicada pela ex-presidente Dilma, muitos alunos não tem um profundo e real contato com a arte, e ela se torna apenas mais uma matéria conteudista e maçante.

Portanto, algo deve ser feito. O Ministério da Educação deve adcionar mais disciplinas artísticas por meio da alteração da grade curricular a fim de tornar o ensino menos cansativo e mais didático e acolhedor. Tais disciplinas devem incluir aulas práticas e ao livre para os alunos do 6º ao 3º ano do Ensino Médio e, assim, se terá um ensino mais democrático e inclusivo como o do filme “Escola de Rock”.