A contribuição de artes visuais, dança, música e teatro como disciplinas obrigatórias
Enviada em 09/09/2022
Felicidade. Liberdade. Cidadania. Essa enumeração representa os benefícios de uma educação que ao inserir como disciplinas obrigatórias, artes visuais, música, teatro e dança prioriza a formação de discentes críticos. No entanto, no Brasil predomina um modelo de ensino que elimina a expressão dos alunos, buscando apenas formar indivíduos eficientes para o mercado de trabalho. Dessa forma, é evidente a importância de um aprendizado holístico para a garantia de uma sociedade inclusiva.
Por esse viés, a arte é uma ferramenta de luta e é fundamental para preservação de um regime democrático. Nesse sentido, em 1964, com a implantação da Ditadura Militar e, posteriormente, com a exclusão dos direitos civis, mediante os atos institucionais, a música e a dança tornaram-se símbolos de resistência com o “movimento Tropicália”. Com isso, canções exerceram uma função importante ao denunciar as mazelas e a opressão do sistema. Portanto, depreende-se que é mister a presença dessas disciplinas para impedir a proliferação de ideias totalitárias.
Todavia, na busca apenas pela aprovação nos vestibulares, os estudantes tornam-se uma massa facilmente manipulável pelas instituições sociais. Tal realidade, é corroborada por Michel Foucault, visto que, para o historiador, a escola na contemporaneidade utiliza das estruturas de poder para tornar os corpos dóceis e manipulados. Com isso, a ausência de um currículo escolar que prioriza as artes visuais e o teatro é necessária para a perpetuação de um cenário de dominação e vigilância, que despreza as particularidades e dos sujeitos em prol de uma sociedade industrial.
Destarte, é fulcral que o Ministério da Educação, órgão responsável pela Política Nacional de Educação, por meio da alteração da Base Nacional Comum Curricular, fomente o exercício da cidadania e da criticidade dos alunos. Tudo isso, a fim de explorar a ludicidade dos alunos, de forma a contrariar a visão de Michel Foucault, e tornar a escola um espaço de expressão e liberdade, assim, formando um mundo mais livre, igualitário e feliz.