A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 22/05/2021

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman criou a teoria da modernidade líquida, em suma, o pensador compara o papel das relações sociais e econômicas às características de um líquido, maleável e fugaz. Nessa lógica, em meio a instabilidade econômica do Brasil, o empreendedorismo revela-se como solidificador dessa conjuntura fluida. Portanto, observa-se que esse subterfúgio, promove o desenvolvimento local e nacional. Assim sendo, é  necessário analisar a importância das políticas públicas para efetivação do empreendedorismo e como essa medida fortalece as empresas nacionais. Por conseguinte, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país seria aumentado.

Antes de tudo, é válido destacar que o empreendedorismo é o principal catalisador do desenvolvimento nacional. Sob essa ótica, torna-se essencial ressaltar a história sobre a fundação da empresa de artigos esportivos Nike, o fundador Phil Knight começou vendendo seus produtos no porta-malas de seu carro nas ruas de Oregon, EUA. Atualmente, essa companhia tornou-se líder mundial no ramo. À vista disso, observa-se a necessidade de investir no empreendedorismo social para fortalecer as futuras empresas nacionais. Ademais, o Banco Mundial, por intermédio de uma pesquisa realizada entre 2004 e 2013, as nações que mais investiram na cultura empreendedora obtiveram o maior Produto Interno Bruto(PIB), um dos índices usados no cálculo do IDH. Dessa forma, elevando-se esse índice,através do empreendedorismo, os indicativos sociais do Brasil melhorariam.

Por outro lado, é imprescindível enfatizar, não só os benefícios dessa ação, mas também a importância das políticas públicas para efetivá-la. Nessa lógica, o livro “O Quarto de Despejo” escrito por Carolina de Jesus revela-se condizente com a temática. Em síntese, é retratada a dificuldade da literária em tornar-se escritora morando em uma periferia e recolhendo lixo para sobreviver. Isto posto, a obra exprime a realidade de vários brasileiros que sem  auxílio governamental, encontram dificuldades para empreender e realizar seu sonho. Assim, as políticas públicas devem ser adotadas como alternativa para facilitar essa tarefa, possibilitando a ascensão social e a prática empreendedora.

Enfim, mediante o exposto, é mister que diligências sejam tomadas para solucionar essa inercial. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Cultura, a criação do programa Desmembrando o Empreender, cuja principal função será difundir o empreendedorismo. Para tanto, o Tribunal de Contas da União-órgão que aprova e fiscaliza feitos públicos- deverá conceder verbas para financiar o projeto. Desse modo, dotados do auxílio financeiro, esses órgãos devem contratar especialistas no ramo para ministrar palestras gratuitas a serem veiculadas nas redes sociais. Destarte, o empreendedorismo seria estimulado no Brasil, garantindo o desenvolvimento social e local.