A contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local

Enviada em 19/06/2021

No filme “O Lobo de Wall Street”, o protagonista da história funda a sua própria empresa de investimentos após ser demitido de um trabalho do mesmo setor. Apesar de o negócio ser ilegal, é possível perceber a imensa capacidade que um empreeendimento tem de promover o desenvolvimento local. Nesse viés, essa contribuição do empreendedorismo para o desenvolvimento local se deve pelo fato de que essa atividade tem grande potencial de empregabilidade, bem como porque ela se destaca em crises econômicas. Logo, é pertinente a análise detalhada do tema, bem como suas barreiras e possíveis intervenções.

Em primeiro plano, a maior parte dos empregos são gerados por pequenas e médias empresas, segundo pesquisas da FGV (Faculdade Getúlio Vargas). No entanto, segundo censos do site g1.com.br, o Brasil é um dos países mais burocráticos, o que torna a atividade empreendedora mais difícil. Ora, se o estado, mesmo diante de dados abordos por fontes confiáveis que comprovam a substancialidade do empreendedorismo para o desenvolvimento local, não dá incentivos fiscais e legislativos aos empresários - sobretudo donos de pequenas empresas - é evidente que a problemática é uma questão política. Então, é inadmissível a permanencia dessa conjuntura social.

Outrossim, o empreendedorismo mostra sua impotância em meio a grandes recessões econômicas. A saber: em 2020, durante a pandemia de Covid-19, diversos indivíduos ficaram desempregados. Nesse ínterim, aplicativos como o “Ifood” e o “Uber” deram a oportunidade a essas pessoas de empreender a um baixo custo inicial, haja vista que em ambos os casos são utilizados bens já adquiridos pelos empreendedores, como a sua própria cozinha e o seu próprio carro. Dessa forma, é perceptível a eficiência do empreendedorismo na manutenção da sobrevivência da população em meio a crises, característica essa que, por outro lado, não é apresentada pelo governo. Portanto, este deve incentivar aquele.

Dessarte, para que haja uma reconfiguração do quadro supracitado, são necessárias intervenções. Nesse contexto, convém ao poder público dar incentivos fiscais e legislativos à atividade empreendedora, por meio da criação de emcubadoras de pequenos e médio negócios, bem como pela redução da burocracia vigente nos processos empresariais. Admais, cabe ao mesmo agente interventor instituir a educação empreendedora nas instituições de ensino, de modo a anexar essa obrigação à BNCC (Base Nacional Comum Curricular), com o fito de incentivar o empreendedorismo - visto que ele, como já comprovado, tem grande contribuição para o desenvolvimento local e regional. Finalmente, haverá mais fartura, como no filme “O Lobo de Wall Street”, porém, agora, de uma forma legal.